A MarketingProfs publicou em 2025 um dos diagnósticos mais diretos sobre o que está falhando na comunicação B2B: compradores não querem ser vendidos. Eles querem ser informados.
E o conteúdo que não está funcionando com esses compradores é exatamente o que a maioria das empresas brasileiras ainda produz: vídeos roteirizados com excesso de linguagem corporativa, polidos na forma mas vazios em substância, cheios de afirmações sobre excelência sem nenhuma prova de pensamento real.
O comportamento que os dados descrevem é revelador. Compradores B2B pulam diretamente para plataformas de avaliação independente, comunidades de pares e fontes editoriais de terceiros antes de considerar qualquer contato com o time de vendas do fornecedor. A confiança não está sendo construída na homepage da empresa. Está sendo conquistada — ou perdida — onde o cliente já está antes de você aparecer.
Isso muda completamente a função do vídeo no marketing B2B. O vídeo que funciona em 2026 não é aquele que interrompe. É aquele que é encontrado quando o comprador está pesquisando por conta própria e que o faz pensar: essa empresa entende o meu problema melhor do que qualquer outra que encontrei até agora. Essa é a diferença entre gerar interrupção paga e gerar atenção genuína. E essa diferença não se resolve com mídia. Se resolve com conteúdo que tem ponto de vista.
No Brasil, a produção audiovisual em BH (Belo Horizonte) e SP (São Paulo) opera em um mercado onde essa distinção ainda é pouco compreendida. Empresas continuam encomendando vídeos pensados para anunciar e não para educar. Para aparecer e não para provocar reflexão. Para parecer o que são e não para revelar como pensam.
O problema tem uma raiz gerencial que os CMOs precisam endereçar. Gerentes e coordenadores de comunicação, quando pressionados por resultados de curto prazo e limitados por orçamentos restritivos, tendem a reproduzir o formato que já existe no mercado. O que o concorrente fez. O que o fornecedor sugeriu. O que passou pela aprovação interna sem resistência.
O que não passa pela aprovação interna sem resistência, em geral, é exatamente o tipo de conteúdo que o comprador para para assistir. O que tem tensão. O que toma partido. O que faz uma afirmação que não é óbvia.
Em 2026, comunidade e relação com o cliente são prioridades centrais do marketing B2B global. Comunidade não se constrói com vídeo seguro. Ela se constrói com conteúdo que revela quem a empresa realmente é e por que isso importa para o comprador. Quem trabalha com produção audiovisual estratégica no Brasil, como é o caso da NIIN Content, sabe que a mudança começa no briefing, não no set.
Fonte: MarketingProfs — Build B2B Brand Trust With Credible Content 2025