A Bennett Creative publicou em março de 2026 um dos artigos mais diretos sobre a dinâmica atual do vídeo B2B: o meio-campo é o cemitério da aquisição de clientes.
O conteúdo que não é nem autêntico o suficiente para criar conexão real nem produzido com excelência suficiente para criar impacto visual não converte ninguém.
A análise descreve o que chamam de Video Marketing Bell Curve: de um lado, o conteúdo de baixíssima produção que funciona porque é genuíno, humano e direto. Do outro, o conteúdo de altíssima produção que funciona porque é cinético, visualmente impactante e estrategicamente preciso. No meio, o conteúdo que a maioria das empresas B2B produz: bem-comportado, inofensivo e completamente invisível.
Esse diagnóstico é cirúrgico quando aplicado ao Brasil de 2026. É cada vez mais comum encontrar vídeos B2B no mercado brasileiro que não buscam inovação de linguagem. Que foram pensados para não arriscar, para não incomodar, para passar pela aprovação do comitê sem resistência. Vídeos que, ao invés de gerarem atenção genuína, existem apenas para interromper. E a interrupção, em 2026, já não é suficiente para construir relacionamento, comunidade ou confiança.
A causa estrutural desse padrão precisa ser nomeada com clareza: muitas empresas B2B brasileiras escolhem seus fornecedores audiovisuais por preço ou exclusivamente por estética, sem considerar alinhamento estratégico, ponto de vista criativo ou capacidade narrativa. O resultado é um mercado onde a maioria dos vídeos se parece. Onde a identidade audiovisual de uma empresa de tecnologia em São Paulo é indistinguível da identidade de uma empresa de logística em Belo Horizonte.
Isso tem um nome: padronização por omissão. Quando ninguém faz uma escolha criativa real, todos acabam no mesmo lugar.
A produção audiovisual em SP (São Paulo) e BH (Belo Horizonte) tem capacidade técnica e criativa de nível muito acima do que o mercado corporativo B2B está demandando. O gargalo não está nos fornecedores. Está na qualidade da demanda. Em clientes que chegam com briefings fechados, orçamentos mínimos e critérios exclusivamente estéticos, e que depois se surpreendem quando o vídeo não gera o resultado que esperavam.
O custo do conteúdo médio não aparece no relatório de métricas de visualização. Os CMOs brasileiros que querem reverter esse padrão precisam começar por uma mudança de critério: parar de aprovar o que é seguro e começar a exigir o que é eficaz. Às vezes eles são a mesma coisa. Na maioria das vezes, não são. E quando não são, a distância entre os dois é exatamente onde a NIIN Content trabalha.
Fonte: Bennett Creative , Video Marketing for B2B: Why Mid-Content Is Killing Your ROI