Estratégia

Produção Audiovisual Brasileira B2B: quando a qualidade do vídeo cai, a confiança na marca vai junto

91% dos consumidores dizem que a qualidade do vídeo impacta diretamente a confiança na marca

10 de abril de 20265 min de leituraNIIN Content

Há um número que os CMOs brasileiros precisam ter na cabeça antes de aprovar qualquer orçamento de produção audiovisual: 91%.

Esse é o percentual de consumidores que, segundo o relatório consolidado pelo Wyzowl e pela SellersCommerce para 2025 e 2026, afirmam que a qualidade do vídeo de uma marca impacta diretamente o nível de confiança que sentem por ela. O dado subiu de 87% em 2024. E a conclusão que os pesquisadores tiram é direta: vídeo de baixa qualidade danifica ativamente a percepção de marca.

Não é uma hipótese. É uma evidência rastreada ao longo de mais de uma década, com crescimento consistente e aceleração recente.

O mercado brasileiro ainda trata esse risco como algo abstrato. Gestores de marketing aprovam vídeos institucionais com iluminação inadequada, edição terceirizada para o fornecedor mais barato e roteiros que soam como modelo de apresentação corporativa porque o orçamento foi o critério principal de escolha. E fazem isso sem calcular o que isso comunica ao cliente que assiste.

O que parece na tela é o que o cliente acredita que você é.

Esse princípio vale tanto para uma empresa de tecnologia em São Paulo quanto para uma indústria de médio porte em Belo Horizonte, tanto para um escritório de advocacia corporativa quanto para uma distribuidora de insumos. O mercado B2B tem compradores cada vez mais jovens, formados por referências visuais de alto padrão, incapazes de desligar o julgamento estético quando avaliam um fornecedor. E eles julgam antes de qualquer conversa com o time de vendas.

A produção audiovisual em BH (Belo Horizonte) e SP (São Paulo) nunca teve tanto volume de demanda. O problema é que crescimento de demanda sem elevação de critério produz quantidade, não qualidade. E quantidade sem qualidade, nesse contexto, não é neutra. Ela cobra um preço que aparece mais tarde, no pipeline que não avança, na percepção de marca que não se diferencia, no cliente que não lembra quem você é.

O CMO que entende isso não pergunta quanto custa o vídeo. Pergunta o que o vídeo vai comunicar sobre a empresa. Essa inversão de pergunta é, na prática, a diferença entre uma estratégia audiovisual e um item de despesa.

Para a NIIN Content e o mercado de produção audiovisual do Brasil, a questão que fica é: quantos CMOs brasileiros estão fazendo a pergunta certa?

Fonte: SellersCommerce — Video Marketing Statistics 2025/2026

Por Henrique Marques

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