O EMARKETER publicou em fevereiro de 2026 um dado que resume o estado atual do marketing de conteúdo B2B com uma precisão desconfortável: 91% dos profissionais de marketing B2B aumentaram seu volume de produção em 2025. Mas 39% afirmam que manter voz e qualidade tornou-se o principal desafio.
A conclusão dos analistas é direta: a automação e a pressão por volume correm o risco de eliminar o elemento humano que constrói confiança nos relacionamentos B2B de ciclo longo.
Nunca se produziu tanto conteúdo audiovisual no Brasil. A queda nos custos de equipamento, a proliferação de ferramentas de edição e a pressão por presença digital constante criaram um ambiente onde produzir é fácil e produzir com qualidade estratégica é cada vez mais raro.
O problema não é o volume em si. O problema é o que o volume sem critério comunica. Quando uma empresa publica vídeo toda semana mas nenhum desses vídeos tem um ponto de vista claro, uma linguagem reconhecível ou uma proposta editorial consistente, o resultado não é presença de marca. É ruído. E ruído, no mercado B2B, não gera confiança. Gera indiferença.
A produção audiovisual em BH (Belo Horizonte) e SP (São Paulo) reflete esse fenômeno com clareza. O mercado cresceu em volume de produção. O número de produtoras, agências e freelancers aumentou. Os preços caíram. E junto com os preços, em muitos casos, caiu a exigência criativa. Porque quando o critério de escolha é o preço, o fornecedor que vence é aquele que entrega mais por menos, não aquele que pensa mais fundo sobre o que a marca precisa dizer.
Aqui está a questão gerencial que os CMOs brasileiros precisam colocar em pauta com urgência: os coordenadores e gerentes de comunicação que aprovam os vídeos da empresa estão tomando decisões alinhadas com os objetivos estratégicos de construção de marca e de confiança? Ou estão aprovando o que cabe no orçamento aprovado por eles, o que parece esteticamente aceitável e o que não vai gerar questionamento interno?
Em 2026, criar comunidade e cultivar relações genuínas com clientes estão entre as prioridades mais citadas nos benchmarks globais de marketing B2B. Essas coisas não se constroem com conteúdo de volume. Elas se constroem com conteúdo de intenção — que tem algo real a dizer, que reflete o que a empresa acredita e que trata o comprador como alguém capaz de reconhecer a diferença entre substância e aparência.
Esse é, aliás, o ponto de partida de toda conversa que a NIIN Content tem com novos clientes: não o que você quer filmar, mas o que sua marca precisa comunicar para gerar confiança real no mercado B2B.
Fonte: EMARKETER — FAQ on B2B Marketing: What's Shaping Trends & Buyers' Expectations 2026