Existe uma distinção que separa as marcas que usam vídeo das marcas que são feitas pelo vídeo. As primeiras encaram o audiovisual como um meio de empacotar uma mensagem que já existe. As segundas entendem que a mensagem e o meio são inseparáveis: a forma como você filma diz tanto quanto o que você está filmando.
Segundo o relatório State of Video Marketing do HubSpot, 93% dos profissionais de marketing consideram o vídeo uma parte essencial da estratégia geral de suas empresas. Mas há algo ainda mais revelador nesse dado: nos últimos anos, esse número saiu de 88% para 93% em um único ciclo. O vídeo não está apenas se consolidando como ferramenta. Está se tornando o centro gravitacional de como marcas se comunicam.
E o mercado brasileiro, com sua tradição criativa, sua diversidade cultural e seu público com profunda relação afetiva com o audiovisual, está diante de uma janela que não ficará aberta para sempre.
Mas é preciso ser honesto sobre o que esse dado significa na prática. Quando quase todas as marcas estão investindo em vídeo, o diferencial não está mais em ter vídeo. Está em ter vídeo bom. Vídeo que carrega identidade. Vídeo que tem ponto de vista. Vídeo que, quando aparece no feed sem o logo da marca, ainda assim é reconhecível como sendo daquela marca.
Isso é o que as marcas mais relevantes do mundo já entenderam: a produção audiovisual não é uma linha de comunicação. É uma linha de produto. O filme é tão parte do que a marca vende quanto o próprio produto.
Quando a Apple lança um vídeo, você não precisa ver o logo para saber que é da Apple. Quando o Nubank faz um filme, a linguagem é parte do posicionamento. Quando O Boticário transforma uma data comemorativa em um curta-metragem, não está apenas anunciando perfume. Está construindo o tipo de vínculo emocional que nenhuma tabela de benefícios consegue criar.
No Brasil, esse nível de maturidade audiovisual ainda é privilégio de poucas marcas. A maioria ainda produz vídeo como se estivesse produzindo um anúncio: para informar, para converter, para aparecer. Raramente para criar desejo. Raramente para construir memória afetiva.
E é exatamente aí que está a oportunidade , e a responsabilidade , de quem entende de produção audiovisual brasileira de verdade.
Na NIIN Content, não filmamos produtos. Construímos linguagens. Porque acreditamos que as marcas que vão dominar a próxima década não serão necessariamente as que tiverem mais verba de produção. Serão as que tiverem mais clareza sobre quem são e a coragem de colocar isso na tela.